Uma educação para todos precisa valorizar a
heterogeneidade, pois, a diversidade dinamiza os grupos, enriquece as relações
e interações, levando a despertar no educando o desejo de se comprometer e
prender. Desta forma, a escola passa a ser um lugar privilegiado de encontro
com o outro, para todos e para cada um, onde há respeito por pessoas
diferentes.
É na escola que a dislexia,
de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros
ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a
leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo valorizadas.
Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico.
Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e avaliação nada
têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos portadores de dislexia não
sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem resistir a ela
e diplomar-se o fazem, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que
lhes permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências burocráticas, as
cobranças dos professores, as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.